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ANTEPROJETOS DE LEI CONTRA MAUS CONSTRUTORES

PEC DA CELERIDADE PEC DA CELERIDADE EMENTA: ―As mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal nos termos do § 3° do Art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art.1°- O Art. 59da CF passa a viger com a seguinte redação: Art. 59 – §1°..................... .................. §2° - Todas as proposições que tramitam no Senado Federal,na Câmara dos Deputados, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais por mais de dois anos e um dia, deverão ser incluídas pelos Presidentes das respectivas Casas de Leis para apreciação do povo brasileiro no plebiscito que ocorrer com a próxima eleição do pais. As proposições aprovadas no plebiscito serão promulgadas pelo Presidente do Congresso Nacional, Presidentes das Assembléia Legislativas e Câmaras Municipais no prazo máximo de trinta dias contados da data do plebiscito e entrarão em vigor a partir da publicação em Diário Oficial da União, dos Estados e Municípios. Art 2° - É incluído no Art 103B da CF o inciso VIII, passando a viger com a seguinte redação: Art 103B- VIII - receber dos tribunais estaduais e federais a relação dos processos em tramite por mais de dois anos e um dia e determinar a estes tribunais que os incluam no regime de mutirão, com uso do sábado, domingo e feriados. O sentencia mento deve ocorrer no prazo máximo de seis meses, sob pena de intervenção do CNJ. Quando as pessoas se unem,a fé aumenta,a dor diminui,a esperança aparece e o amor resplandece. Quando as pessoas se unem,a fé aumenta,a dor diminui,a esperança aparece e o amor resplandece.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

SAUDADE É O AMOR QUE FICA

Neste dia 24 agosto, nosso Cônego Amílcar Gabriel faria 92 anos. Natural de Morro Albino, município de Criciúma, era o filho mais velho de Benjamim Gabriel e Romina Piazza. Teve quatro irmãs: Otília, Maria, Edite e Ema. Aos três anos, sua família foi residir em Meleiro. Em 1935, com dezesseis anos, “por influência da família, em especial da mãe”, ingressou no Seminário Menor Metropolitano Nossa Senhora de Lourdes, em Azambuja, Brusque. No período de 1940-46, cursou Filosofia e Teologia no Seminário Central da Imaculada Conceição, em São Leopoldo (RS). Ordenado presbítero em
29 de dezembro de 1946, durante o Congresso Eucarístico realizado em Criciúma, celebrou a primeira missa na Igreja Matriz Nossa Senhora da Oração, em Turvo. É considerado o primeiro sacerdote do Vale do Araranguá. Recém-ordenado, foi designado pároco na Trindade, em Florianópolis. Naquela época, atendia, também, todo o interior da Ilha de Santa Catarina. Em 1948, foi transferido para lecionar no Pré-Seminário de São Ludgero. No final do ano, retornou à Paróquia da Santíssima Trindade, ali permanecendo até o início de 1953. No dia 25 de abril de 1953, data do padroeiro, assumiu a Paróquia de São Marcos Evangelista, em Nova Veneza.

Substituiu o Padre Quinto Davide Baldessar, convidado a ser capelão militar para dar assistência religiosa às Forças Armadas e pároco na Igreja Nossa Senhora de Fátima e Santa Teresinha do Menino Jesus, no subdistrito do Estreito, na Capital. Além da matriz, o Padre Amílcar era responsável por dezoito capelas, cujos acessos eram dificultados por caminhos precários, intercalados de rios, sem pontes. Muitas vezes, esperava o rio baixar para atravessar de jipe (a partir de 1974, de fusca), ou seguia a pé ou a cavalo. Nos primeiros anos, utilizou, também, bicicleta. A área abrangida pela paróquia compreendia todo o município de Nova Veneza e parte dos atuais municípios de Siderópolis, Forquilhinha, Meleiro e Treviso. Por mais de cinquenta anos, foi operador e locutor do serviço de alto-falante A Voz do Leão de São Marcos, de utilidade pública, instalado na Igreja Matriz, objeto de reportagens especiais.

Serviu, com humildade e obediência, na Arquidiocese de Florianópolis, até 27 de dezembro de 1954; na Diocese de Tubarão, até 26 de maio de 1998 e na Diocese de Criciúma, a partir de 27 de maio de 1998. Recebeu os títulos de Cidadão Florianopolitano e Neoveneziano e diversas homenagens de seus alunos e paroquianos. No dia 8 de agosto de 1966, foi distinguido com o título de Cônego.
Já idoso, cuidava de duas irmãs enfermas: Edite, falecida em 2003, aos 75 anos e Maria, com as quais vivia, modestamente. Especial atenção dispensara, também, a seu pai, viúvo, trazendo-o para morar em Nova Veneza. Nos poucos momentos de folga, nas manhãs de segundas e quintas-feiras, jogava bocha com membros da comunidade, em dupla com pessoas idosas ou com o Frei José Führ, vigário em Forquilhinha (de 1996 a janeiro de 2007). Frei José foi seu grande companheiro e confessor e o visitava, semanalmente. Para facilitar a leitura da Liturgia das Horas (breviário) e da Liturgia Eucarística, Frei José providenciou-lhe a reprografia dos textos em letras ampliadas! Sobre o Padre Amilcar, revelou-nos: “Era uma pessoa especial. Começava o dia com a oração ao Sagrado Coração de Jesus, chamada Oferecimento do Apostolado da Oração, que está colada em sua escrivaninha”. Destaque-se, também, o apoio que lhe dispensou, desde os nove anos, o paroquiano Fernando De Mattia Fontanella, seu vizinho.Era seu secretário dedicado e motorista do seu fusca antigo (1974).

Seus colegas do clero, particularmente os padres Vilmar Moretti, seu substituto, e César Budny, com muitos outros paroquianos foram-lhe solícitos. Cuidavam para que nada lhe faltasse. Esta fora, também, determinação de D. Paulo Antônio de Conto, então Bispo da Diocese de Criciúma, ao pároco da Igreja Matriz de São Marcos Evangelista. O próprio Padre Amilcar já nos revelara que, quando esteve hospitalizado, em 2006, acometido de pneumonia, D. Paulo visitava-o, diariamente. Demonstrando sua cultura e obediência, fez-nos referências às qualidades do intelecto do Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI.
Era amigo particular do Cardeal D. Jaime de Barros Câmara, então Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, recebendo-o, várias vezes, em Nova Veneza, onde a comunidade prestou-lhe homenagem, dando seu nome ao Largo da Matriz.
Nunca se envolveu em política partidária. Questionado, respondeu que somente se manifestaria, se tivesse certeza de que o candidato não era honesto.

Tivemos o privilégio de hospedá-lo em Florianópolis, quando acompanhou a cirurgia a que foi submetida sua irmã Maria, no Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani S. Thiago. A família não dispunha de recursos financeiros para tratá-la nos hospitais da região de Criciúma. Pudemos testemunhar seus hábitos simples e o conhecimento que detinha sobre importantes e atuais temas. Demonstrou, também, ser conhecedor profundo de música erudita. Noutra oportunidade, fez questão de rever todas as comunidades do interior da Ilha e a Paróquia da Trindade, onde servira.
Faleceu no dia 07 de junho de 2007, aos 87 anos, no Hospital São João Batista, em Criciúma, vitimado por AVC hemorrágico (derrame).

Ao tomar conhecimento de seu falecimento, Monsenhor Francisco de Salles Bianchini, coordenador do Movimento Emaús e responsável pela Capela São Sebastião, em Florianópolis, seu ex-aluno de matemática, em 1938, no Seminário de Azambuja, definiu-o como “um santo homem; simplicidade em pessoa”. O Padre Pedro José Koehler, membro da Mesa Administrativa da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e capelão do Hospital de Caridade, na Capital, seu ex-aluno no Pré-Seminário de São Ludgero, presente nas comemorações dos sessenta anos de sacerdócio do Padre Amilcar, em 2006, também, enalteceu suas qualidades, destacando –lhe a vida simples, de muita fé e oração. O Padre Arcângelo Sprícigo, então responsável pelo Santuário Diocesano Nossa Senhora de Caravaggio, em Nova Veneza, costumava dizer que “o Padre Amilcar era um santo vivo”.
Seu sepultamento deu-se às 15 horas do dia 8 de junho, no Cemitério Municipal de Nova Veneza, com a participação de D. Paulo, vários sacerdotes e milhares de fiéis de toda a região.

O prefeito de Nova Veneza decretou luto oficial por três dias, “em reconhecimento por sua decisiva participação e reconhecida liderança, na emancipação e no desenvolvimento do município, em todos os setores”.
O Jornal A Tribuna de Criciúma, de 11.6.07, em matéria da jornalista Vanessa Feltrin, intitulada “O adeus ao Cônego Amilcar Gabriel”, sintetiza: “Com tristeza, Nova Veneza sepultou o pai querido que, durante 54 anos, dedicou-se a viver em função dela. Tanto amor acabou gerando mais amor e não foi por menos que os descendentes do Cônego Amilcar Gabriel multiplicaram-se. Filhos, netos e bisnetos da cidade mais italiana do Estado, sem exceção, têm alguma ligação com ele. Padre Amilcar continuará vivo nos corações dos cerca de doze mil habitantes que foram batizados, fizeram a primeira comunhão e casaram sob seus olhares atentos. Eles o levaram nos braços, na sexta-feira, para que descansasse”.

Por ocasião do seu Jubileu Áureo Sacerdotal, em 29 de dezembro de 1996, reproduziu o Salmo 117,29: “Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é sua misericórdia”.
Seu último pedido, o mesmo da mãe de Santo Agostinho, Santa Mônica, foi: “Rezem por mim e se lembrem de mim, especialmente no Santo Sacrifício da Missa”.

Foram mais de sessenta anos de sacerdócio virtuoso, dedicado e prudente. Deixou testemunho de espiritualidade sacerdotal, sendo admirado por sua incomensurável bondade, simplicidade e generosidade.
Que seu exemplo de vida, de amor e de fé sirva a todos nós de inspiração e motivação. Tenhamos sempre presente o ensinamento de Jesus Cristo, que o Padre Amilcar nos transmitiu e praticou: “Como Eu vos amei, amai-vos, também, uns aos outros”.

NOTA:
A sra. Maria Gabriel, uma das irmãs mencionadas neste artigo, que residia com o Cônego Amilcar, veio a falecer, nesta sexta-feira, dia 19/8/11, com 86 anos, em Nova Veneza.

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